Panorama de Mercado

9 de setembro de 2026
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Ibovespa encerra a semana em forte alta
O Ibovespa encerrou a semana em alta de 5,4% em reais e de 7,3% em dólares, por conta da apreciação de 1,2% do real, aos 185.096 pontos.

Bolsas globais e cenário de juros
As bolsas globais encerraram a semana de maneira mista (S&P 500: 0,0%; Nasdaq: +0,2%; Dow Jones: -0,3%), em um movimento marcado pela volatilidade dos juros longos.
Apesar do payroll de agosto ter vindo muito acima do esperado (162 mil vagas contra 55 mil projetadas), reacendendo as apostas em alta de juros na reunião de setembro para cerca de 58%, os mercados foram sustentados pela fala mais branda do diretor do Fed Christopher Waller e pelo alívio nos rendimentos das Treasuries, que recuaram do pico de seu maior nível desde novembro de 2023, e destravaram a melhor sessão do S&P 500 em um mês.

Geopolítica impulsiona o petróleo
No cenário geopolítico, a retomada dos ataques americanos contra alvos iranianos, somada ao petroleiro atingido no Estreito de Ormuz, levou o Brent a acumular alta de cerca de 5% na semana, para próximo de US$ 95/barril.

Inteligência artificial domina o cenário corporativo
No micro, a semana foi dominada pela temática de inteligência artificial, com a OpenAI apresentando o GPT-6 Astra e a Nvidia adquirindo a Hugging Face por US$ 12,9 bilhões.
Na contramão, a Broadcom recuou cerca de 3% mesmo com receita recorde, após o guidance de inteligência artificial frustrar expectativas.

Fluxo estrangeiro e recuperação das ações brasileiras
Ao mesmo tempo, as ações brasileiras seguiram em trajetória de recuperação ao longo da semana, acumulando 11 dias consecutivos de alta até quarta-feira.
Grande parte do movimento da semana pode ser atribuído a novos movimentos no cenário político local, levando a uma reavaliação da condução da política fiscal a partir de 2027 e reduzindo o prêmio de risco exigido nos ativos locais.
Assim, observamos mais uma semana com forte fluxo de capital estrangeiro, somando entrada líquida de R$ 2,7 bi (dados até quarta-feira), após fluxo negativo de R$ 18,1 bi em agosto e acumulando agora alta de R$ 20,5 bi desde o início do ano.
Desde 15 de abril, quando o mercado iniciou sua correção, vemos saída líquida de R$ 47,5 bi de fluxo de capital estrangeiro.

Petróleo favorece as petroleiras e o real
Somado a isso, com a retomada dos confrontos no Estreito de Ormuz, o Brent subiu de US$ 88 para cerca de US$ 95 ao longo da semana, o que impulsionou as ações das petroleiras, que correspondem a parte relevante do índice, em alguns pregões, além de beneficiar o real, dada a condição do Brasil como exportador líquido da commodity.

Câmbio: dólar recua, mas volta a subir no fim da semana
No câmbio, o dólar acumulou quatro sessões consecutivas de queda, saindo de R$ 5,19 para a faixa de R$ 5,09 na quarta-feira, menor nível desde o início de agosto.
No final da semana, porém, voltou a subir em linha com a alta global da moeda, após dados de emprego nos EUA.

Destaques positivos e negativos
Magazine Luiza foi o destaque positivo da semana (MGLU3, +25,3%), após anunciar uma parceria com o Mercado Livre para vender cerca de 27 mil produtos de seu estoque próprio no marketplace da rival, com entregas realizadas pela Magalog.
Por outro lado, Rumo (RAIL3, -2,4%) foi o destaque negativo, após notícia da desistência do Grupo México da compra da fatia de Cosan na companhia.

Mateus H. Passero
Assessor de investimentos
4traderinvest.com.br
41 9 9890 9119

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