O Itaú Unibanco demitiu cerca de 1 mil funcionários nesta segunda-feira (9), segundo estimativa do Sindicato dos Bancários. A onda de cortes atingiu diferentes setores e tem como justificativa incompatibilidades entre a marcação de ponto e a atividade registrada nas plataformas de trabalho remoto. Segundo o banco, as horas efetivamente trabalhadas eram menores do que as declaradas.
Em nota, o Itaú afirmou que os desligamentos resultam de “uma revisão criteriosa de condutas relacionadas ao trabalho remoto e registro de jornada”. O banco destacou ainda que, em alguns casos, foram identificados padrões considerados incompatíveis com seus “princípios de confiança, que são inegociáveis”.
O Itaú possui aproximadamente 100 mil funcionários, muitos deles em regime híbrido. Mesmo em home office, é necessário bater ponto de entrada e saída.
Como o Itaú monitorou a produtividade dos funcionários?
O banco não detalhou quais softwares utiliza para monitorar atividades em home office, mas apuração do jornal Valor indica que o Itaú acompanha métricas como uso de memória do computador, número de cliques, abertura de abas, inclusão de tarefas no sistema, criação de chamados e outras ações registradas em dispositivos fornecidos pelo próprio banco.
Com base na comparação entre esses dados e os registros de ponto, foram encontradas inconsistências que levaram a demissões sem justa causa ou advertências.
Fonte: TecMundo



