CASOS DE COQUELUCHE EM CRIANÇAS CRESCEM MAIS DE 1.200% NO BRASIL E ACENDEM ALERTA EM 2025

14 de outubro de 2025
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O número de casos de coqueluche em crianças pequenas aumentou mais de 1.200% no Brasil, segundo dados do Observatório de Saúde na Infância. Em 2024, foram registrados 2.152 casos da doença entre menores de cinco anos — mais do que a soma dos cinco anos anteriores. Desses, 665 precisaram ser internados e 14 morreram, superando o total de óbitos registrados entre 2019 e 2023.
Embora os números de 2025 indiquem uma leve redução, com 1.148 casos até agosto, especialistas ainda demonstram preocupação com o cenário.
A coqueluche é uma infecção respiratória causada pela bactéria Bordetella pertussis e pode ser prevenida com vacinação. Bebês devem receber três doses da vacina pentavalente aos 2, 4 e 6 meses de idade, enquanto gestantes precisam ser imunizadas com a DTPa em todas as gestações, garantindo proteção ao recém-nascido nos primeiros meses de vida.
Um levantamento da Fiocruz e da Unifase aponta que mais da metade dos casos de 2024 ocorreram em crianças com menos de um ano, responsáveis também por mais de 80% das internações.
Entre as causas do aumento estão a desigualdade na cobertura vacinal entre municípios, a desorganização dos serviços locais de saúde e o ciclo natural de retorno da infecção após a pandemia. Apesar de 90% dos bebês e 86% das gestantes estarem vacinados, o país ainda não atingiu a meta nacional de 95%, o que cria bolsões de vulnerabilidade e favorece a circulação do vírus.
O aumento dos casos não é exclusivo do Brasil. Em toda a região das Américas, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) registrou mais de 18 mil casos e 128 mortes nos primeiros sete meses de 2025, distribuídos em nove países.
Especialistas reforçam que a vacinação das gestantes é fundamental para prevenir as formas graves da doença e alertam para a necessidade de retomar a confiança nas vacinas.
“A coqueluche é totalmente prevenível. Precisamos recuperar o medo da doença e, principalmente, o compromisso com a vacinação”, destaca Patrícia Boccolini, coordenadora do Observatório de Saúde na Infância.

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