Secretário de Administração de General Carneiro é preso


Crime de peculato ocorreu na gestão 2009-2012, quando o atual Secretário era Presidente da Câmara de Vereadores de General Carneiro

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Na manhã desta quinta-feira, 26, por volta das 10h30, o atual Secretário de Administração e ex-vereador da cidade de General Carneiro, José Cláudio Maciel, de 43 anos, foi preso pela Polícia Militar. Ele estava com um mandado de prisão em aberto pelo crime de peculato.

De acordo com informações, a Polícia Militar estava em patrulhamento nesta manhã quando avistou o Secretário de Administração na Avenida Presidente Getúlio Vargas, na área central da cidade. Como já era de conhecimento da equipe policial o mandado de prisão em aberto foi realizado a abordagem.

O Secretário de Administração não reagiu à abordagem e acompanhou a Polícia Militar de General Carneiro até o Pelotão, sendo encaminhado na sequência até a 4ª SDP, em União da Vitória.

José Cláudio Maciel foi condenado pelo crime de peculato, conforme artigo 312 do Código Penal, na época em que era Presidente da Câmara Municipal de General Carneiro na gestão 2009-2012. Ele foi condenado para cumprir pena em regime aberto, mas como a região não possuí estrutura para tal, ele deve aguardar a decisão em regime fechado na 4ª SDP, sem direito a fiança.

Em contato com a 4ª SDP, informações sobre o caso foram repassadas. A prisão de Maciel não diz respeito ao atual cargo de Secretário que ele ocupa. Mas, de qualquer forma, este é mais um escândalo envolvendo o grupo político que comanda a cidade de General Carneiro.

 

Peculato

Crime que consiste na subtração ou desvio, por abuso de confiança, de dinheiro público ou de coisa móvel apreciável, para proveito próprio ou alheio, por funcionário público que os administra ou guarda; abuso de confiança pública.

No caso do ex-vereador ele teria feito valer da sua condição de Presidente da Câmara Municipal para desviar valores públicos em proveito próprio ou alheio. Apresentando notas fiscais falsas para justificar eventuais pagamentos de serviços que sequer foram prestados. Também era acusado de emitir cheques para pagar supostos serviços e bens não realizados.