OPERAÇÃO SINERGIA MOBILIZA MAIS DE 100 POLICIAIS E DESARTICULA CRIMINOSOS EM UNIÃO DA VITÓRIA E BITURUNA

7 de novembro de 2025
3 mins read

Ação integrada das forças de segurança cumpre 30 mandados, prende oito suspeitos em
flagrante, apreende drogase resulta na morte de quatro criminosos em confrontos

A manhã desta quinta-feira marcou uma das maiores ações policiais dos últimos anos na região das Gêmeas do Iguaçu.
Em coletiva concedida pelo comandante do 27º Batalhão de Polícia Militar (27º BPM), Tenente-Coronel Luiz Antônio Ferreira Júnior, e pelo delegado da 4ª 4.ª Subdivisão Policial de União da Vitória (4ª SDP), Douglas Carlos Possebon, foram divulgados os resultados da Operação Sinergia, deflagrada simultaneamente em União da Vitória e Bituruna a partir das 6h.
A ação cumpriu 30 mandados judiciais, prendeu oito pessoas em flagrante e enfrentou quatro criminosos em confronto, todos com passagens pela Justiça. A operação integra um esforço estadual coordenado pela Secretaria de Segurança Pública do Paraná, envolvendo milhares de agentes em todo o estado e consolidando a ideia de cooperação total entre forças policiais – o que dá nome à iniciativa.

Uma megaoperação para o tamanho da região
Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado do Paraná (SSP-PR), a Operação Sinergia – em sua segunda fase, oficialmente lançada em 24 de julho na Praça Coronel Amazonas – faz parte de um esforço estadual que envolve 3.200 policiais, 1.200 viaturas e quatro helicópteros.
Na etapa deflagrada hoje especificamente em União da Vitória e Bituruna, mais de 100 policiais participaram diretamente, com reforços vindos de Mallet, Telêmaco Borba e outras cidades da região.
As ações incluíram patrulhamento ostensivo, bloqueios, cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão, operações simultâneas em bairros urbanos e áreas rurais, além do uso de helicóptero da Polícia Civil do Paraná (PCPR), enviado de Curitiba. Todo o planejamento foi antecedido por cerca de 30 dias de trabalho de inteligência.
Para uma região de médio porte, a mobilização é considerada incomum – e, segundo o comando policial, necessária diante da articulação de grupos criminosos atuantes nos últimos meses.

Crimes investigados, áreas atingidas e confrontos
De acordo com as autoridades, os 30 mandados cumpridos hoje abrangiam crimes de tráfico de drogas, pedofilia, furtos e organização criminosa, entre outras investigações em andamento nas duas cidades.
A operação concentrou-se principalmente nos bairros Rio Vermelho e Limeira, em União da Vitória, e na zona rural de Bituruna. Foi nessas localidades que ocorreram as quatro mortes, todas em situação de confronto armado.
O delegado Possebon explicou que os indivíduos mortos já eram investigados e estavam entre os alvos da operação. Em ao menos dois casos, a reação ocorreu na presença de familiares, colocando terceiros em risco – algo destacado pelas equipes como fator que agravou a periculosidade da situação. Nenhum policial ficou ferido durante os confrontos.

Sinergia entre as forças: PMPR, PCPR, PM-SC, PRF e Bombeiros
Pela característica geográfica da região – divisa entre Paraná e Santa Catarina – a operação reforçou a cooperação entre os estados. Participaram, direta ou indiretamente, o 27º BPM da PMPR, a 2ª Companhia da Polícia Militar de Porto União (SC), a Polícia Civil (4ª SDP), a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o Corpo de Bombeiros Militar (PR e SC) e o apoio aéreo da Polícia Civil do Paraná
Essa integração é o ponto central da operação. Em conjunto, as autoridades reforçaram: “Sinergia significa unir esforços. Mostramos hoje que as forças policiais de ambos os estados trabalham juntas, firmes e organizadas”.
O delegado Possebon reforçou que o volume de prisões e apreensões é resultado direto da troca de informações entre as instituições e da colaboração da população – que, segundo a Polícia Civil, continuará sendo fundamental para avanços próximos.

Facções criminosas e riscos crescentes na região
Embora pequena em comparação a grandes centros, a região de União da Vitória e Bituruna não está isolada de influências externas. As autoridades confirmaram que há indícios de atuação de facções criminosas nacionais, responsáveis por ordenar crimes na região, ainda que em escala muito menor do que em estados como Rio de Janeiro.
Segundo o comandante do 27º BPM, essas conexões reforçam a necessidade de operações de grande porte, que “desarticulam redes antes que elas ganhem força”. .
Na coletiva, o Tenente-Coronel Ferreira foi categórico:
“A cidade é ordeira e governada pelas autoridades, e não pelos criminosos. A população pode contar com o Estado para defendê-la.”
Já o delegado Possebon ressaltou que a população foi decisiva em várias etapas da investigação, e que denúncias anônimas continuarão sendo tratadas com sigilo. “O cidadão tem sido parceiro fundamental”, disse.
As forças de segurança afirmam que novas ações, blitz e fiscalizações continuarão nos próximos dias, principalmente em pontos estratégicos da divisa entre Paraná e Santa Catarina

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