GOVERNO ELEVA IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO PARA MAIS DE MIL ITENS; SMARTPHONES ESTÃO ENTRE OS AFETADOS

26 de fevereiro de 2026
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O governo federal aumentou, no início de fevereiro, a alíquota do imposto de importação para mais de mil produtos, medida que atinge principalmente máquinas, equipamentos industriais e itens dos setores de informática e telecomunicações. Entre os eletrônicos impactados estão os smartphones, que passam a ter tributação de até 20%.
A mudança foi oficializada pela Resolução nº 852, de 4 de fevereiro de 2026, do Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex). Parte das novas alíquotas já entrou em vigor, e outras passam a valer a partir de março.

Por que o imposto subiu?
Segundo o Ministério da Fazenda, o aumento busca reduzir a dependência de produtos importados, que representam cerca de 45% do consumo de máquinas e equipamentos no país. Nas áreas de informática e telecomunicações, esse percentual ultrapassa 50%, conforme dados do fim de 2025.
Para o governo, esse nível elevado de importações representa uma ameaça à cadeia produtiva nacional. A expectativa é que a medida ajude a “reequilibrar preços relativos” entre produtos nacionais e importados, estimulando investimentos na indústria brasileira.
A estimativa oficial é de que a arrecadação aumente em cerca de R$ 14 bilhões, contribuindo para a meta de superávit primário neste ano.
Apesar do reajuste, permanecem exceções para produtos sem fabricação nacional. Empresas que já contavam com redução temporária da alíquota poderão solicitar prorrogação do benefício até 31 de março.

Quais produtos foram sobretaxados?

Entre os itens que terão aumento de imposto a partir de março estão:
Placa-mãe: 12,6%
Placa de vídeo (GPU): a partir de 12,6%
Processadores (CPU): a partir de 7,2%
Memória RAM estática (SRAM): 7,2%
Chipsets: 7,2%
Cigarros eletrônicos: 12,6%
Câmeras: 20%
Impressoras de tinta líquida: 12,6%
Smartphones: 20%
Mouse e trackball: 12,6%
Cartuchos de tinta e toners: 7,2%
Mesas digitalizadoras: 12,6%

Impacto no mercado de celulares
O governo classificou a medida como “moderada e focalizada”. No entanto, especialistas do setor avaliam que o impacto pode ser significativo para os consumidores.
O especialista em Tecnologia e Inovação Arthur Igreja afirma que a tendência é de alta nos preços dos smartphones, o que pode levar consumidores a adiar a troca de aparelhos e prolongar o uso de modelos mais antigos. Segundo ele, isso pode reduzir o ritmo de atualização tecnológica no país.
O efeito real nos preços dependerá de fatores como repasse das empresas, câmbio e competitividade do mercado interno.

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