Não é o batom vermelho, nem o salto alto. Não é o diploma, nem a eloquência. O que realmente assusta é a inteligência. Quando uma mulher é inteligente — daquelas que leem o ambiente, decifram o subtexto e ainda têm boa memória — ela vira ameaça tempo recorde.
E se for canceriana então… aí mistura sensibilidade com mágoa guardada em pote rotulado e bem organizado na prateleira emocional. Lembra da frase atravessada de 2018, da piadinha disfarçada de conselho em 2021, da reunião em que tentaram interromper sua fala? Ela lembra. E o mais curioso: não é vingativa — só não é boba.
Mas o mais triste não é o medo que ela causa. É o mecanismo previsível que surge quando alguém se sente pequeno perto dela: a desqualificação. Quando não conseguem acompanhar sua linha de raciocínio, dizem que ela é arrogante. Quando não entendem sua postura firme, chamam intragável. E quando não têm como competir com sua bagagem, atacam sua aparência, seu jeito, sua roupa, sua risada.
Mulher inteligente demais incomoda porque não é manipulável, não depende de aprovação e não engole desaforo com sorriso. Ou até engole, mas vomita de outra forma em melhor oportunidade. E, quando isso acontece, o mundo que adora rotular mulheres como “complicadas” se atrapalha tentando encaixar ela em alguma caixinha. Só que a gente precisa de caixas maiores e essas não têm disponível no mercado dos que nos diminuem.
Ela não quer ser melhor que ninguém. Só quer ser ela mesma — e isso, infelizmente, ainda é revolucionário demais pra muita gente. O que muitos homens não sabem (ou não reconhecem) é a incrível capacidade que elas têm de administrar muitas coisas ao mesmo tempo. Sim, elas podem cuidar da casa, do trabalho, da aparência, e ainda ter tempo pra pensar meticulosamente em como conquistar seu espaço merecido, seja pela delicadeza, ou seja mostrando seu valor.
Sim, as mulheres assustam. E as inteligentes assustam ainda mais. Talvez fosse mais produtivo tê-las ao seu lado…
Até a próxima!
Léia Alberti
Comunicadora
@leiaalberti
@agencia_bora


