Um estudo recente revelou que o Brasil possui o maior número de empresas de deep tech — startups focadas em ciência e tecnologia de ponta — de toda a América Latina. No entanto, o país ainda ocupa apenas o terceiro lugar em volume de investimento privado nesse tipo de negócio, atrás de México e Chile.
As deep techs são empresas que desenvolvem soluções baseadas em pesquisa científica avançada e inovações disruptivas, geralmente nas áreas de biotecnologia, inteligência artificial, novos materiais e sustentabilidade. Segundo o levantamento, o Brasil se destaca pelo número de centros de pesquisa e pela presença de universidades com forte produção científica, mas enfrenta dificuldades na conversão dessas pesquisas em produtos e negócios escaláveis.
Especialistas apontam que a falta de capital de risco voltado a projetos de longo prazo e o ambiente regulatório complexo ainda são entraves para o crescimento do setor. Apesar disso, o estudo mostra uma tendência positiva: o ecossistema brasileiro de inovação vem amadurecendo, e há um aumento gradual no interesse de investidores estrangeiros.
Com esse cenário, o Brasil desponta como um polo estratégico para o desenvolvimento tecnológico na região, mas precisa fortalecer a ponte entre ciência, mercado e investimento para transformar o potencial em liderança efetiva.


