BITURUNA, PALMAS E CAMPO LARGO NO PARANÁ ESTÃO NO RANKING DOS EFEITOS DO TARIFAÇO.

29 de julho de 2026
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Campo Largo aparece na 7ª posição entre os municípios brasileiros mais impactados pelo novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O levantamento, divulgado pelo Estadão com base em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e da Amcham Brasil, aponta que a cidade da Região Metropolitana de Curitiba concentra perdas significativas nas exportações de máquinas, equipamentos e produtos cerâmicos.
A economia de Campo Largo é fortemente dependente da indústria cerâmica, tradicional no município, e do setor metalmecânico, especialmente na fabricação de máquinas e equipamentos agrícolas. Com a aplicação das sobretaxas norte-americanas, esses segmentos enfrentam um cenário de redução da competitividade e risco de queda nas exportações.
Além de Campo Largo, outros municípios paranaenses figuram entre os 100 mais afetados pelo tarifaço. Entre eles estão Curitiba, na 20ª posição, com prejuízos estimados em US$ 96,8 milhões; Ponta Grossa (41º), Sengués (48º), Ibaiti (53º), Bituruna (54º), Maringá (58º), Imbituva (60º) e Piên (64º). Também aparecem no levantamento Jaguariaíva, Telêmaco Borba, Guarapuava e Palmas, municípios que têm forte dependência das exportações de produtos florestais e madeireiros.
Especialistas apontam que Campo Largo ocupa posição de destaque entre os mais afetados por reunir setores altamente dependentes do mercado norte-americano. Além da indústria cerâmica e metalmecânica, a cadeia produtiva da madeira, que sustenta a economia de diversos municípios de médio e pequeno porte do Paraná, também enfrenta dificuldades, já que os Estados Unidos representam o principal mercado com capacidade de absorver em grande escala o sistema construtivo Wood Frame.
Na Região Sul, o segmento madeireiro é considerado o mais impactado pelo anúncio das novas tarifas. O setor já havia sido alvo de sobretaxas de 50% no ano passado e agora volta a enfrentar um cenário de incertezas. As perdas devem atingir diretamente municípios como Jaguariaíva, Guarapuava, Palmas, Telêmaco Borba e Bituruna, todos com forte participação da indústria de madeira em suas economias.
Entre os destaques está Palmas, que exportou aos Estados Unidos cerca de US$ 45,7 milhões em produtos do segmento de madeira, carvão vegetal e obras de madeira em 2026, evidenciando a relevância do mercado americano para a economia paranaense e o potencial impacto das novas barreiras comercial.

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