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    O preço para o consumidor estimado pelo fabricante varia entre R$ 60 e R$ 70

Testes rápidos para HIV devem ser comercializados até fim de julho


Teste funciona com a coleta de gotas de sangue, semelhante aos testes já existentes para medição de glicose por diabéticos

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) registrou em maio o primeiro autoteste para detectar o HIV a ser comercializado em farmácia, como outros testes comuns. O Action, nome comercial do produto, é fabricado pela empresa Orangelife Comércio e Indústria e dá o resultado em até 20 minutos. O produto já está sendo comercializo no Rio de Janeiro, e no restante do território nacional deverá começar a ser vendido até o fim do mês.

O teste funciona com a coleta de gotas de sangue, semelhante aos testes já existentes para medição de glicose por diabéticos. O resultado aparece na forma de linhas que indicam se há ou não presença do anticorpo do vírus HIV. A presença do anticorpo mostra que a pessoa foi exposta ao vírus que provoca a Aids.

O produto inclui o dispositivo de teste, um líquido reagente, uma lanceta (específica para furar o dedo), um sachê de álcool e um capilar (um tubinho para coletar o sangue). O resultado leva de 15 a 20 minutos para ficar pronto. O preço para o consumidor estimado pelo fabricante varia entre R$ 60 e R$ 70,00. Autoteste demonstrou sensibilidade e efetividade de 99,9%.

 

 

Como o teste funciona

É importante lembrar que a presença do HIV só pode ser confirmada 30 dias depois da exposição ao vírus, por relação sexual, transfusão de sangue, compartilhamento de seringas ou qualquer umas das outras formas de transmissão do vírus. Esse período é o tempo que o organismo precisa para produzir anticorpos em níveis que o autoteste consiga detectar. Se o resultado for negativo, a recomendação é que o teste seja repetido 30 dias depois do primeiro teste e outra vez após outros 30 até completar 120 dias da primeira exposição.