Ouvimos muito sobre “dar o nosso melhor” e nada menos que cem por cento para ter sucesso na vida. Mas há momentos em que atingir oitenta por cento pode ser bom o suficiente?
Claro, há certas tarefas em que apenas cem por cento é aceitável. Não esperaríamos nada mais de um piloto ou cirurgião, por exemplo. Mas para a maioria de nós, a perfeição nem sempre é necessária. Em vez disso, ela pode se tornar nossa inimiga.
Visar a perfeição pode nos impedir de concluir um ótimo trabalho — ou mesmo de começar. Ficamos presos lutando por algo que talvez nunca alcancemos. Ou desistimos porque acreditamos que qualquer coisa menos que perfeita é inaceitável.
Quando comecei a escrever meu primeiro livro intitulado, “Rico Pobre – A Diferença não é o Dinheiro,” eu não parava de procurar erros, sempre priorizando as desculpas para postergar o lançamento, com o receio de haver ou ser encontrado erros por parte dos leitores.
Vale ressaltar que já encontrei inúmeros erros grosseiros em livros best sellers.
Para um escritor, mesmo que a obra seja submetida à várias edições, correções e análises (assim como o meu foi), é inevitável encontrarmos algum erro.
Meu livro primeiro livro felizmente veio a ser um best seller e até hoje encontro pequenos erros nele, mas nada que na próxima edição não possa ser corrigido.
Se você decidir que é inútil ir à academia por menos de uma hora, você pode não se exercitar.
Se você decidir que um boletim informativo ou relatório deve ser perfeito, você pode continuar a escrever sem parar — e ele pode nunca ser lançado.
E se você se deliciar com uma guloseima pela manhã, não precisa abandonar toda a alimentação saudável pelo resto do dia.
Muitas vezes, “bom o suficiente” é fantástico! Permite que sejamos produtivos, criemos e tenhamos sucesso.
Muitos anos atrás, tive o privilégio de trabalhar em uma respeitada instituição de ensino em Salt Lake City, no Estado de Utah – USA com uma chefe (presidente desta escola) que eu admirava muito (e ainda admiro). Uma das lições que ela me ensinou foi a importância de “fazer” e “tentar”. Ela não dava valor apenas ao resultado. Na visão dela, você estava fazendo um bom trabalho, desde que estivesse tentando, criando e aprendendo com seus erros. Os resultados em nosso local de trabalho foram incríveis!
Aceitar que estamos nos esforçando para “bom o suficiente” nos liberta e nos ajuda a aceitar a possibilidade de fracasso. É o “fazer” real que nos fornece o potencial de ter sucesso e aprender.
Dê a si mesmo permissão para se sentir orgulhoso de um trabalho que é bom o suficiente. Seja em casa ou no trabalho, adotar essa crença pode gerar resultados incríveis.
Carlos Air
É Autor do best-seller “Rico Pobre A Diferença Não é o Dinheiro”. Obra doada para as escolas públicas e faróis do saber de Curitiba. Livro este distribuído em Países como França, Colombia, Espanha, Argentina e Estados Unidos.
Autor da obra; “Empreender – Não é Sobre Quem Tem Mais Talento, é Sobre Quem Tem Mais Fome”. Livro doado para a Secretaria de Educação e Secretaria de Indústria e Comércio de Paranaguá/PR, para distribuição gratuita, assim contribuindo para o desenvolvimento sócio econômico da região. E autor da mais recente obra; “Para Conquistar o SIM, Elimine o Não – O Game da Barganha”. É também Colunista de Finanças Pessoais e Empreendedorismo do Amigos do HC – no programa CEDIVIDA.


