Sem a obrigação (e nem a pretensão) de agradar a todos Ser mulher é um desafio constante.
É lidar com papéis que nos são impostos e tentar equilibrar tudo o tempo todo. Tudo precisa ser medido, pensado e avaliado. Se somos simpáticas, podemos dar abertura para segundas intenções. Se somos mais secas, logo ganhamos a alcunha de mal-amadas. Se somos caridosas e maternais, frequentemente abusam da nossa boa vontade. Se somos reclusas e práticas, dizem que somos difíceis de lidar.
O mais curioso é que, no meio desse jogo de expectativas, acabamos esquecendo de ouvir a nós mesmas. Vivemos tentando agradar, cumprir papéis, caber em moldes que mudam conforme o olhar de quem observa. Mas há um momento em que o cansaço ensina — ensina que a liberdade começa quando a aprovação deixa de ser meta. E que, no fim, ser fiel a si mesma vale mais do que ser compreendida por todos.
Talvez o segredo esteja em não se importar tanto com a opinião alheia e seguir fazendo o que consideramos certo, mesmo quando a maioria não aprova. A isso chamamos de consciência. Não é que o julgamento público não tenha relevância, mas a grande verdade é que a maioria das pessoas fala — fala bem, fala mal, mas sempre fala. E, felizmente, não é na fala de alguns que devemos nos guiar, até porque, mesmo quando não fazemos nada questionável, inventam. Então, façamos o que acreditamos ser o melhor e ponto.
Assumamos nosso protagonismo sem vitimismo, porque, se até o famoso Jesus, desagradou alguns, por que nós conseguiríamos agradar a todos — se nem nós mesmos gostamos de todo mundo?
Até a próxima,
Léia Alberti



