O futuro e nossos medos

25 de março de 2019
1 min read

Com dezoito anos queremos mudar o mundo, logo adiante aos quarenta anos não queremos mais mudar nada.
A pergunta que fica é: por que mudamos a forma de ver e agir com o passar dos anos? Há os que digam que é por conta do envelhecimento. Outros dizem que somos assombrados pela realidade do mundo. E ainda há os que pensam que é o sistema que nos coloca com medo de olhar o futuro e proceder as mudanças que eram tão importantes quando tínhamos dezoito anos.
Mas que medo são estes?
Quando nascemos trazemos apenas dois medos: o medo de cair e o medo do barulho; todos os demais medos, na realidade não existem, eles são adquiridos de alguém que sugeriu esta técnica como forma de se defender ou se proteger, ou seja, criados pelo próprio homem para assombrá-lo ou para colocá-lo em homeostase. Por isso é preciso lembrar que nosso inconsciente não diferencia fantasia de realidade. Se ficarmos pensando em todas as vezes que não conseguimos alguma coisa, ou ainda, que não vai mesmo dar certo, que nem adianta começar baseando-se nas experiências negativas anteriores, sua mente irá reagir de acordo com esse pensamento, pois o medo nasce da associação que nossa mente faz entre o mundo real e a fantasia do irreal influenciada pelos outros, onde estão instalados os nossos temores.
Os jovens não têm construído dentro de si estes medos e estas fantasias, por isso acham mais fácil proceder as mudanças sem preocupações com os riscos, bem mais do que os mais velhos.
Também pelo envelhecimento a grande maioria se deixa levar pelas interferências de terceiros e começam a colocar na frente os medos e os riscos em primeiro lugar, porém esquecem que o sucesso mora ao lado de quem corre riscos. Mas este não é o maior problema de quem envelhece, o maior problema é não aceitar o arrojo dos jovens e o grande ganho que é equilibrar o vigor com o que temos, isto é: aproveitar a audácia dos jovens com o medo e os cuidados dos mais velhos sem bloquear em demasia, nem um e nem outro.
Isso seria o ideal. Mas o que vemos é uma barreira dos mais velhos com os jovens. Que pena!
Até a próxima!

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