Turnstile, Geese, Dove Ellis, Mannequin Pussy, English Garden, Glaive e Meet Me @ The Altar não tão só fazendo barulho. Eles tão carregando uma brasa pronta para pegar foga e acender uma nova geração e provando que o rock nunca morreu! só tava esperando a geração certa pra incendiar de novo!
Turnstile e Glaive: Porradaria é dança
Turnstile pegou o hardcore, jogou no liquidificador com dream pop, funk, psicodelia e fez Glow On soar como um culto coletivo com mosh e catarse. É arena cantando dançando e entrando no mosh , tipo de show que faz você sair diferente do que entrou.
Glaive vem de outro canto, mais digital, mais jovem, mas com a mesma frequencia Post-hardcore atravessado por batida eletrônica, força explosiva e uma ansiedade que pulsa, energia real em um palco gigante.
Geese e Narrow Head: O defunto levanta
Geese de Nova York, ressuscita o rock alternativo com Getting Killed, entregando post-punk cru, letras cortantes e uma energia levanta um defunto chamado “rock”, como dito em críticas recentes, com turnês que lotam casas de show underground.Talvez a minha Favorita entre as bandas faladas aqui na coluna, a banda carrega um peso que grita as referencias de Radiohead e Jeff Buckley
Narrow Head é um shoegaze barulhento e camadas de guitarras etéreas, criando texturas hipnóticas que também deixam claro a referencia de My Bloody Valentine dialogando perfeitamente nessa nova geração
Dove Ellis e English Garden: A Parte Dolorosa
Dove Ellis é a vulnerabilidade das pessoas da nossa geração, Cantando um “Folk” minimalista, voz que treme e as vezes toca no fundo da nossa alma, claramente existe o fantasma de Jeff Buckley pairando por ali! não é uma cópia, mas como espírito guia.
English Garden pega a melancolia oitentista de The Cure e The Smiths e transforma em algo que funciona. é uma Nostalgia boa.
Mannequin Pussy e Meet Me @ The Altar: Rebeldia com causas
Mannequin Pussy tem uma raiva organizada tem grunge, tem punk e tem um grito de manifesto é necessidade, você sente que cada verso foi arrancado da garganta e do coração.
Meet Me @ The Altar traz o punk-pop acelerado e solar! , mas também é representatividade ocupando espaço que sempre foi fechado. uma rebeldia que abre a porta e chama mais gente pra dentro da volta do rock!
2026 é o ano do começo da retomada do rock! essas bandas não tão competindo elas estão se cruzando como todos as cenas começaram, misturando o público misturado , playlist nascem sem vergonha de misturar hardcore com folk, shoegaze com pop-punk, isso caracteriza a nova geração!
É diverso. É híbrido. É emocional. É pesado. é sensível . É novo.
O rock não é passado ele só precisava parar de fingir que era imortal e aceitar que precisa se transformar com o tempo, como ele sempre fez e agora ele tá mais vivo do que muita gente gostaria de admitir.



