Mais de 10 mil atendimentos relacionados à possível contaminação pelo vírus da raiva em humanos foram registrados na região do Planalto Norte de Santa Catarina nos últimos dez anos. Os dados são do Sistema de Informação de Agravos de Notificação, consultados pela reportagem no painel DataSUS, e abrangem o período entre 2015 e 2025. Somente os municípios de Mafra, Porto União e Canoinhas concentram mais da metade dos protocolos antirrábicos realizados na região.
Mafra lidera o número de atendimentos no período, com 2.386 registros, seguido por Porto União, com 1.909, e Canoinhas, com 1.586 notificações. O município de Três Barras também ultrapassa a marca de mil casos, somando 1.346 atendimentos.
Nos demais municípios do Planalto Norte, os números são menores: Itaiópolis teve 988 registros, Papanduva contabilizou 875, Irineópolis 421, Monte Castelo 358, Major Vieira 216 e Bela Vista do Toldo registrou 56 notificações relacionadas ao atendimento antirrábico.
De acordo com o Ministério da Saúde, a Raiva é uma doença viral grave que afeta mamíferos, incluindo os seres humanos, e provoca inflamação no cérebro. Quando não tratada a tempo, a doença apresenta letalidade próxima de 100%.
A principal orientação em casos de mordidas, arranhões ou contato com saliva de animais potencialmente infectados é procurar atendimento médico imediatamente e realizar a higiene do ferimento com água e sabão. Dependendo da situação e do tipo de animal envolvido, podem ser indicadas a vacina e o soro antirrábico como medidas de prevenção.


