Madeireira local é suspeita de extração ilegal de madeira

6 de outubro de 2017
1
2 mins read

A Polícia Federal cumpriu três mandados da Operação Anhangá Arara em Porto União, nesta quarta-feira, 04, ação investiga quadrilha que coordenava extração de madeiras nobres na Terra Indígena Cachoeira Seca, no Pará. As investigações chegaram a um grupo empresarial composto por familiares, sendo o patriarca o responsável pela coordenação da extração ilegal de madeira em áreas protegidas e por escoar a madeira para empresas do grupo.

Os suspeitos integrantes do grupo criminoso da madeireira local vão responder por desmatamento ilegal, associação criminosa e declaração ilegal de produto de exportação. Os nomes dos suspeitos envolvidos na investigação estão protegidos no processo e não foram divulgados.

A madeira ilegal era enviada ao exterior através dos portos de Belém, Santos, Paranaguá e Itajaí. O empresário do setor madeireiro de Porto União, foi localizado em Santarém (PA) em uma audiência no Ibama. O delegado Yuri Rodrigo de Oliveira, que coordenou as investigações, diz que o processo de “esquentar” a carga de madeira era feito antes da chegada a Santa Catarina. Para a polícia, no entanto, a madeireira que fazia a exportação sabia que se tratava de madeira ilegal. O principal produto de exportação era o ipê, que chegou a ser negociado pelo grupo por um valor 10 vezes menor do que o preço de mercado, de acordo com as investigações.

“A fraude se dava toda no início, não havia irregularidade (quando chegava a SC), exceto terem conhecimento de que, na origem, era ilegal. A madeira passava por uma empresa, que esquentava e transmitia para outra, que transmitia para outra”, afirma o delegado.

De Itajaí e outros portos a carga viajava em contêineres para diversos lugares no mundo. Os principais clientes são Estados Unidos, Panamá e Argentina, na América, França, Reino Unido e Alemanha, na Europa, Emirados Árabes e Coreia do Sul na Ásia.

Embora não tenha havido ilegalidade na liberação da madeira nos portos, já que a carga havia sido “esquentada” antes disso, a Polícia Federal agora vai pedir informações aos terminais sobre os embarques que foram feitos pelo grupo. A intenção é identificar qual a quantidade exata de madeira ilegal que foi enviada ao exterior, número que a investigação ainda não conseguiu levantar.

O dano ambiental, no entanto, já foi calculado e é milionário. Foram R$ 574 milhões somente na extração ilegal de madeira, e outros R$ 322 milhões são estimados como prejuízo ambiental por abertura de áreas onde é feito o chamado corte raso, quando é derrubada toda a vegetação em uma determinada área.

Foi identificado, então, um grupo empresarial composto por familiares, sendo o patriarca o responsável pela coordenação da extração ilegal de madeira em áreas protegidas e por escoar a madeira para empresas do grupo.

Para burlar a fiscalização e dar legalidade a madeira, o grupo fraudava créditos florestais por meio de inserção de dados falsos no Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais (Sisflora), além de utilizar planos de manejo florestal falsos.

1 Comment Deixe um comentário

Deixe um comentário

Your email address will not be published.

Publicação anterior

Dia do agente comunitário de saúde

Próxima publicação

Cobalchini recebe vereadores em reunião

Última publicação de Porto União e União da Vitória

Vá para oTopo

Don't Miss