Existe uma linha tênue – tão fina quanto fio de cabelo de bebê recém-nascido – entre dar independência aos filhos e vigiar cada passo deles.
Nós, mães, somos cobradas para formar adultos confiantes, seguros e capazes de voar com suas próprias asas. Ao mesmo tempo, a sociedade não hesita em apontar o dedo se alguma coisa dá errado: “onde estava a mãe?”.
É um malabarismo digno de circo. Queremos que eles aprendam a atravessar a rua sozinhos, mas ficamos com o coração na boca quando não olham duas vezes antes do sinal abrir. Incentivamos a tomar decisões, mas sofremos quando a escolha não é a mais “sensata”. Entre confiança e cuidado, transitamos nesse fio de navalha chamado maternidade.
E aí vem o grande dilema do século XXI: a privacidade do celular. Afinal, até onde a tela do smartphone é território sagrado? Mexer ou não mexer, eis a questão. Muitos dizem que olhar o celular do filho é invasão. Mas e quando a tal “privacidade” se transforma em porta aberta para perigos que eles ainda não têm maturidade de enxergar? A mãe que olha o WhatsApp é controladora ou simplesmente cuidadosa?
No fim, somos nós que carregamos o peso de acertar sempre. Como se existisse manual pronto para saber quando soltar a corda e quando puxar de volta. A verdade é que ninguém sabe. Vamos errar, vamos acertar, e vamos continuar tentando, porque amar também é isso: vigiar de longe, respeitar o espaço, mas sempre prontas para segurar a queda.
Até a próxima!
Léia Alberti
Comunicadora
@leiaalberti
@agencia_bora


