Cérebro dependente

10 de junho de 2017
1 min read

Da forma empírica do passado, as engrenagens das máquinas foram cedendo espaços para um sistema de automação tão grande que, hoje, os cientistas estão pesquisando se este sistema está ajudando ou prejudicando os seres humanos, pois a grande maioria desses seres está diminuindo os sentimentos, virando verdadeiros cérebros dependentes.

A tecnologia teve seu surgimento na Revolução Industrial, o que trouxe uma transformação radical na vida dos seres humanos, pois uma máquina passou a fazer o trabalho de muitos trabalhadores, com muito mais eficácia. Com isso, produziu-se um efeito colateral: um distúrbio já batizado de “cérebro dependente”. Por causa de alterações químicas cerebrais, a vítima passa a ter dificuldade de se concentrar em apenas um assunto, e de lidar com coisas simples do cotidiano, como ler um livro e se emocionar, conversar com alguém prestando atenção no que ouve. A mente pula de um lado para outro levando as pessoas a um déficit de atenção muito mais elevado do que alguns anos atrás.

Cérebro dependente

A falta de foco gera entre os portadores do tal “cérebro dependente” um novo tipo de analfabetismo: o analfabetismo emocional, ou seja, a dificuldade de ler as emoções no rosto, na postura ou na voz dos indivíduos, o que torna mais seco e complexo o relacionamento interpessoal.
Neste ano, Clifford Nass, professor de psicologia social na Universidade Stanford, constatou a dificuldade de relacionamento entre os seres humanos, algo que se descobre facilmente lendo as emoções que praticamente não existem mais na expressão dos seus rostos. O problema, segundo ele, está tanto na falta de contato cara a cara, como na dificuldade de se relacionar socialmente com as demais pessoas próximas em pura dependência tecnológica para se comunicar.

Os pesquisadores estão detectando, já há algum tempo, uma série de distorções como a compulsão para se manter conectado (semelhante a um vício) e o sistema que leva a aberrações psicopatas, pela frieza e falta de emoção. Matar e morrer, pouca diferença faz, fruto da perda de emoção detectado através do uso excessivo da mídia eletrônica.
A pergunta que fica é: onde tudo isso vai terminar? E onde ficarão os verdadeiros valores do Ser Humano?

Até a próxima.

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Coluna Jaime Folle
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