CBMPR TRAÇA PERFIL DAS VÍTIMAS DE AFOGAMENTO NO LITORAL E REFORÇA IMPORTÂNCIA DA PREVENÇÃO

16 de janeiro de 2026
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O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) mapeou o perfil predominante das vítimas de afogamento no Litoral do Estado a partir da análise dos dados consolidados da temporada de verão 2024/2025. O levantamento tem como objetivo alertar banhistas e reforçar a importância da prevenção em ambientes aquáticos, especialmente durante o período de maior movimento nas praias.

Os dados indicam que, apesar da ampla estrutura de salvamento disponível, o risco de afogamentos permanece elevado quando orientações básicas de segurança não são respeitadas. O perfil mais recorrente das vítimas é formado por homens, jovens ou adolescentes, turistas, com pouca familiaridade com o local, baixa habilidade de natação e que entram no mar no período da tarde, geralmente fora de áreas protegidas por guarda-vidas. A principal causa dos incidentes são as correntes de retorno.

Na temporada passada, o CBMPR registrou no Litoral 1.270 salvamentos aquáticos, sendo 1.173 resgates sem afogamento e 97 casos de afogamento. Desses, 19 resultaram em óbito. Todos os óbitos ocorreram fora de áreas protegidas por postos de guarda-vidas ou fora do horário de atuação das equipes.

O levantamento aponta ainda que 62,89% das vítimas eram do sexo masculino e mais de 60% tinham até 22 anos. Cerca de 75% dos incidentes aconteceram entre 12h e 18h59, período de maior presença de banhistas. Mais de 95% das vítimas eram turistas, principalmente de Curitiba e Região Metropolitana, seguidos por visitantes de outras cidades do Paraná e de outros estados. Em relação à habilidade de natação, 51% não sabiam nadar e apenas três eram nadadores assíduos.

As correntes de retorno estiveram envolvidas em 64% dos casos, muitas vezes associadas à superestimação da capacidade de nado e ao consumo de bebida alcoólica.

Segundo o tenente-coronel Fabrício Frazatto dos Santos, comandante do 8º Batalhão de Bombeiros, responsável pelo Litoral do Paraná, os números reforçam um alerta importante. “O recado mais importante é que a população procure nadar sempre em áreas protegidas por guarda-vidas. No ano passado, não tivemos nenhum óbito em locais protegidos, e isso mostra que a prevenção funciona”, destaca.

Ações preventivas

Além do atendimento às ocorrências, o Corpo de Bombeiros intensifica ações educativas durante as temporadas de verão. Na temporada passada, foram realizadas 313.409 ações preventivas, incluindo orientações diretas aos banhistas, abordagens na faixa de areia e distribuição de materiais educativos.

Já na temporada atual, entre 19 de dezembro de 2025 e 4 de janeiro, foram contabilizadas 107.187 ações preventivas. Mesmo assim, sete óbitos por afogamento foram registrados neste verão, todos fora de áreas protegidas ou fora do horário de atuação dos guarda-vidas.

Os dados também mostram relação entre escolaridade e risco de afogamento. A maior parte das vítimas possuía escolaridade até o ensino médio (59,80%), enquanto pessoas com ensino superior completo representaram apenas 7,21% dos casos.

Maior estrutura da história

Nesta temporada do Verão Maior Paraná, o CBMPR atua com a maior estrutura já empregada pela corporação. São 669 bombeiros militares e 362 guarda-vidas civis distribuídos entre a Costa Leste, Costa Oeste e Costa Noroeste. No Litoral, atuam diariamente 607 bombeiros militares e 292 guarda-vidas civis.

Ao todo, 133 postos de guarda-vidas estão ativos em todo o Estado, sendo 110 na Costa Leste, nove na Costa Oeste e 14 na Costa Noroeste. Os postos funcionam diariamente das 8h às 19h, com exceção da Ilha do Mel, onde o atendimento ocorre das 9h às 19h.

A operação conta ainda com o apoio do helicóptero Arcanjo 01, além de drones, motos aquáticas, embarcações, UTVs e bicicletas elétricas, ampliando a capacidade de resposta em praias, rios e balneários.

Orientações aos banhistas

O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná reforça algumas orientações essenciais para evitar afogamentos: entrar na água apenas em locais e horários protegidos por guarda-vidas; respeitar a sinalização das bandeiras; manter crianças sempre sob supervisão constante; evitar o consumo de bebida alcoólica antes de entrar na água; permanecer em áreas rasas; sair da água em caso de mudanças no tempo ou alertas climáticos; e, em situações de risco, procurar um guarda-vidas ou ligar para o telefone 193.

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