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Casos de Hepatites na região de União da Vitória estão diminuindo


Os dados são da 6ª Regional de Saúde em União da Vitória

em Porto União e União da Vitória por

Dados da Secretaria de Estado de Saúde mostram que desde 2007 os casos de hepatites virais vêm diminuindo no Paraná. Entretanto, os números ainda assustam. Nos últimos três anos, 9.557 casos de hepatite A, B e C foram registrados no Estado. A Organização Mundial de Saúde estima que cerca de 1,5 milhão de pessoas sofram destas doenças no Brasil e apenas 20% delas sabem que estão doentes.

Na região de abrangência da 6ª Regional de Saúde em União da Vitória os números vêm caindo no decorrer dos anos. “A vacina contra a hepatite B após a implementação no calendário de vacinas, fez com que os números de casos diminuíssem durante os anos. E atualmente também são realizados os testes rápidos, que quando diagnosticados precocemente são tratados”, afirma o chefe da regional de saúde, Henrique Cezar Guzzoni. As cidades que pertencem a regional em União da Vitória são Antônio Olinto; Bituruna; Cruz Machado; General Carneiro; Paula Freitas; Paulo Frontin; Porto Vitória; São Mateus do Sul e União da Vitória.

As hepatites virais são doenças infecciosas causadas por vírus, os quais se alojam especialmente no fígado. Dentre os cinco tipos existentes da enfermidade, três são os que mais se destacam por seus efeitos sobre a população: A, B e C. “As hepatites virais representam uma importante questão de saúde pública. O Paraná oferece capacitações constantes aos profissionais de saúde e testes rápidos em eventos e nas unidades de saúde dos 399 municípios do Estado para identificar e tratar adequadamente essa doença”, destacou a superintendente de Vigilância Estadual em Saúde, Julia Cordellini.

A hepatite A é a que tem o menor número de casos registrados. No Paraná foram apenas 43 em 2016. O baixo índice se dá pelo desenvolvimento dos programas de saneamento básico e melhorias nas condições de higiene, pois sua transmissão ocorre pelo contato com alimentos e fezes contaminadas. Já as hepatites B e C são mais graves e a transmissão acontece pelo contato com secreções e fluidos corporais, por via parenteral – que vão direto na corrente sanguínea, como transfusões de sangue e compartilhamento de agulhas. No ano passado, o Estado registrou 1.728 casos de hepatite B e 1.222 de hepatite C, uma diminuição de 6,2% e 14,9%, respectivamente, na comparação com o ano anterior.

 

Sintomas

De modo geral, as hepatites virais são assintomáticas, ou seja, uma pessoa que esteja com a doença provavelmente não vai ter sintomas aparentes. Por isso, especialistas dizem que esta é uma doença silenciosa. Entre os mais comuns estão febre baixa, fadiga, mal-estar, náuseas, dor abdominal, falta de apetite, icterícia (a pele fica com coloração amarelada), urina escura e fezes esbranquiçadas.Dados do Ministério da Saúde mostram que atualmente cerca de 800 mil brasileiros possuem o vírus da hepatite B. Destes, 70% não apresentam os sintomas da doença e 5% a 10% das pessoas desenvolvem a forma crônica da hepatite B.

 

Tratamento

O tratamento, feito com retro antivirais, varia de paciente para paciente, levando em consideração seu histórico de doenças e se possui alguma outra enfermidade. Os medicamentos são oferecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde. Como prevenção, o Governo do Estado oferta ainda a vacina contra a hepatite B. Para a proteção contra esta doença são necessárias três doses com intervalos regulares. Desde o começo do ano, esta vacina não possui mais público prioritário e pode ser tomada por qualquer pessoa, independente de idade, sexo e condição de vulnerabilidade.

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