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O poder nefasto da mídia


em Irapuan da Costa Jr. por

O conjunto dos meios de comunicação social de massas que conhecemos como mídia, constituiu-se no passar dos anos em um grande poder. Alguns autores chegam a classificá-la como “o quarto poder”.

Até um passado recente, a imprensa era o grande difusor das ideias, as quais chegavam ao público por meio de jornais, rádio e televisão, o que se chamava de mídia formal. O avanço da internet foi um marco determinante para a comunicação das massas, desbancando a mídia tradicional e, em alguns casos, levando-a à falência.

O imediatismo das redes sociais

Tal progresso, entretanto, trouxe situações antes inimagináveis. Hoje, por exemplo, qualquer infeliz mal intencionado pode “criar” um jornal eletrônico e nele expor suas ideias, muitas delas de jerico, buscando no anonimato a impunidade pelos seus atos.

Facebook, Instagram e WhatsApp mudaram seus conceitos iniciais e agora representam a mídia imediata, onde são postadas as ideias, ideologias e propagandas de forma instantânea, com um alcance imensurável.

A mídia tradicional ainda vive

Mas a mídia tradicional continua viva e se adaptando às modernidades, principalmente a televisiva que, na metade do século passado, ameaçou a existência do cinema, e hoje sofre com a presença de aplicativos para computadores e celulares, nos moldes da Netflix.

Entretanto, cabe ao usuário de qualquer mídia ter a capacidade de filtragem. Afinal, não somente a mídia informal nos expõe a mentiras, mas também a tradicional. Ontem (20/06/2017) por um acaso, assisti ao jornal Bom Dia Brasil, da Rede Globo. Vi a manipulação de informações e a versão deturpada que foi apresentada. Poucas pessoas, em relação à nossa população, têm conhecimento dos mecanismos legais da Justiça Eleitoral. Mas a Rede Globo, utilizando-se de gráficos e ilustrações, conseguiu induzir nos telespectadores a ideia de que o Presidente da República teria emitido um cheque de sua conta para a campanha de um candidato a senador. Um absurdo. Este é um dos exemplos da nossa exposição à informação (às vezes excessiva). E a única forma de minimizar é a educação do povo para que tenha a capacidade de interpretação. Ou seja, acho que não verei isto acontecer.

 

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