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O Direito de Falar Besteiras


Uma reflexão sobre a falsa sensação de impunidade dos usuários de redes sociais

em Irapuan da Costa Jr. por

Você se imaginaria vivendo hoje sem a internet?

Difícil, né? O que inicialmente tinha a função de transmitir informações sobre pesquisas entre as universidades dos Estados Unidos, projeto encabeçado por professores do MIT (Instituto Tecnológico de Massachusetts), evoluiu para tomar conta de todos os cantos da terra.

Juntamente com o compartilhamento de informações vieram as redes sociais, a exemplo do Facebook. E foi aí que começou o problema. Os usuários da rede mundial de computadores, antes das redes sociais, ou participavam passivamente como leitores ou inseriam informações em sites que o permitiam. Com o advento das redes sociais o usuário passou a ter o ‘poder’ de expor suas ideias. Acontece que, tais ideias, muitas vezes são sobre pessoas e fatos ou situações que as envolvem.

A falta de discernimento online

Quando o indivíduo passa a interpretar fatos e emitir opiniões, passamos a nos deparar com absurdos. E o pior, tem gente que acredita em tudo que está escrito. Há dois fatores que permitem que a internet, mais especificamente as redes sociais, sejam, com o perdão da expressão, uma “privada”, onde uma pessoa com pouco discernimento pode jogar qualquer mer…

A primeira delas é que muitos usuários usam seus comentários em redes sociais para desabafar ou para descarregar o estresse, escrevendo sobre assuntos que não têm conhecimento, compartilhando absurdos e publicando postagem falsas. A segunda, e mais grave, é a sensação de anonimato e impunidade que muitos têm e lhes incentiva a escreverem e postarem mentiras, que muitas vezes acabam por caluniar ou difamar outras pessoas. Mas a sensação de impunidade é irreal, pois hoje as tecnologias permitem que sejam rastreados os endereços dos autores, que por muitas vezes são punidos civil e criminalmente.

As redes sociais nos dão o direito de nos manifestemos da forma que quisermos, opinando e compartilhando ideias de outros, mas com o risco de pagarmos pelas nossas besteiras.

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