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    Erva-mate é cultivada em meio à floresta de araucárias na região

Epagri realiza etapa de trabalho em busca da IG da erva-mate do Planalto Norte


IG valoriza produtos e garante procedência e notoriedade em decorrência da cadeia produtiva

em Estado SC por

Nesta quarta-feira, 5, a Epagri realizou em Canoinhas mais uma etapa do trabalho para obtenção da Indicação Geográfica (IG) da erva-mate do Planalto Norte catarinense. Produtores, autoridades locais, representantes da indústria e técnicos estarão reunidos na Gerência Regional da Epagri na cidade para discutir o regulamento de uso e fazer mais uma análise sensorial da erva-mate produzida na região. O encontro foi aberto pelo gerente da estação experimental da Epagri, Gilson Galotti; engenheiro agrônomo Gilberto Neppel; gerentes regionais da Epagri Canoinhas, Donato Noernberg, e de Mafra, Bernadete Grein; e o presidente do Aspromate, Renato Artner.

A Indicação Geográfica é uma forma de valorização do produto de uma região ou território, cuja procedência adquiriu notoriedade em decorrência do modo de fazer, das características ambientais locais e outros fatores. O champanhe é um exemplo clássico de IG.

O engenheiro agrônomo da Epagri Canoinhas explica que “a reunião é para organização da associação que irá representar toda região num pedido ao INPI, que concede o registro de Indicação Geográfica para nós, que pleiteamos essa certificação”, destaca Gilberto Neppel

A erva-mate do Planalto Norte catarinense se diferencia principalmente pelo seu sistema de produção. Naquela região, a planta é cultivada em meio à floresta de araucária, de forma harmônica, sem desmatamento. Esse sistema de cultivo, aliado às características de solo e clima da região, conferem ao produto um sabor leve, que agrada ao consumidor brasileiro e de outros países.

Na reunião foram discutidas as regras que diferenciam a erva-mate da região. Esse regulamento de uso é que vai determinar quais produtores poderão ou não utilizar a IG após a concessão da certificação. O período da tarde será ocupado por mais uma etapa de análise de perfil sensorial da erva. Na ocasião, uma comissão de avaliadores formada por representantes da cadeia produtiva vai degustar e comparar o produto local com outros de outras regiões, para determinar as diferenciações em termos de cor, sabor, odor, textura e outras características físicas.

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