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Dia Nacional de Combate ao Fumo: Cigarro aumenta chances de doenças cardiovasculares e câncer de pulmão


Controle do tabagismo faz parte do plano de ações estratégicas do Ministério da Saúde

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No dia 29 de agosto é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Fumo, que tem como objetivo reforçar as ações de sensibilização e mobilização da população para os danos sociais, políticos, econômicos e ambientais causados pelo tabaco. “A conscientização é uma forma de estimular a redução do numero de casos de fumantes. O controle do tabagismo faz parte do plano de ações estratégicas do Ministério da Saúde para o enfrentamento das doenças crônicas não transmissíveis”, ressalta Carla Bartuscheck, médica pneumologista.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabagismo é a principal causa de morte evitável em todo o mundo, totalizando cinco milhões de vítimas, por ano. “Por circular pelas correntes sanguíneas, as substâncias tóxicas do cigarro podem atingir todo o organismo. Existem mais de 50 tipos de doenças relacionadas ao tabaco. Os fumantes têm até 30 vezes mais chances de desenvolver câncer de pulmão, doenças cardiovasculares, respiratórias, impotência sexual no homem, infertilidade na mulher, osteoporose e até catarata”, aponta a médica.

Carla explica que o cigarro é composto por uma substância que causa dependência química, chamada de nicotina: “A nicotina fumada, é absorvida pelos pulmões, atravessa a corrente sanguínea, vai para o coração e, através do sangue arterial, se espalha para o resto do corpo, até atingir o cérebro. O processo ocorre em menos de dez segundos. Com o passar do tempo, este consumo faz com que o cérebro se adapte a esta substância e passe a precisar de doses cada vez maiores para poder manter o mesmo nível de satisfação”.

Os riscos também se estendem aos fumantes passivos, que convivem com indivíduos que fumam regularmente. “Em adultos, o tabagismo passivo causa um risco 30% maior de câncer de pulmão e 24% maior de infarto do miocárdio. Nas crianças, a exposição à fumaça do cigarro gera maior frequência de resfriados e infecções do ouvido, maior risco de doenças respiratórias como pneumonia, bronquites e exacerbação da asma”, observa.

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