Até tu, STF?


em Claudino Berlatto por

    Gostaria muito de falar sobre amenidades, pois já estamos abatidos por tantas notícias ruins que invadem nossos dias. Mas não posso deixar de registrar o descontentamento dos brasileiros com um poder da República que, por ter como missão principal defender a Constituição brasileira, deveria nos proporcionar tranquilidade sempre. Estou falando do Poder Judiciário, mais precisamente do Supremo Tribunal Federal, STF.

O que vemos? Com raríssimas exceções; um amontoado de excelências em um duelo de vaidades muito mais preocupadas com os holofotes e em atender interesses particulares do que em dar um basta na corrupção que assola o país. A cada julgamento, vemos tais excelências de juridiquês, a fim de impressionar ingênuos brasileiros, infinitamente menos letrados, que só anseiam pelo cumprimento da punição dos ladrões que assaltam o país com suas maracutaias intermináveis, roubando também a esperança de dias melhores. Eles têm tudo para fazer esse desejo popular, mas preferem bajular condenados, ajustando a jurisprudência, que eles mesmo firmaram, para atender, não poucas vezes, os padrinhos que os nomearam.

Será que ninguém nunca pensou em questionar, por exemplo, quais as justificativas de tantas ausências de ministros, que os fazem deixar de cumprir seu dever de julgar para atender seu egocentrismo, em detrimento de suas responsabilidades de magistrados? A todo instante, essas mesmas excelências reclamam que estão abarrotados de processos pendentes de julgamento, mas se ausentam sistematicamente para atividades, fora do Supremo, sem qualquer vínculo com sua atividade de Ministro.

Por exemplo, há ministros que vivem viajando para fazer palestras, muitas, inclusive, fora do País. Pergunto: quem paga essas viagens? No que isso interessa ao STF? E ao País? Que benefícios trazem para ajudar a acelerar os julgamentos? Eles são remunerados ao proferi-las?  Se o são pagos pelos contribuintes, para faturar altas somas em palestras mundo afora. As ausências, em assuntos que não dizem respeito às atividades principais, são descontadas de seus salários?

Ora, se não tivessem milhares de processos acumulados, à espera de julgamento, até se conceberiam algumas viagens para palestras em Faculdades de Direito, como aulas magnas ou coisas que o valha. Todavia, não no momento crítico que o País está vivendo, à beira de uma indesejável e iminente ruptura institucional, já reivindicada por muitos brasileiros honestos e quase sem esperanças de dias melhores.

(Reportagem publicada do no Jornal Ação da Annabb,n.o 249 de abril/maio 2018} Até Tu, STJ?)

Relembrando à Administração

Como está o Projeto para reduzir as enchentes? Como está a despoluição do Rio Iguaçu? A ponte do arco, vai cair? As enxurradas vão continuar? Cadê as lixeiras e os políticos sumiram durante a greve dos caminhoneiros? E todos somos iguais perante a lei…….!

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